Azeite de Oliva
Não há exatidão para a origem do azeite, provavelmente surgiu em Creta, na Grécia, onde há desenhos de oliveiras, feitos há 2.500 anos. Há fortes indícios do cultivo da oliveira nas regiões do Mediterrâneo Oriental e na Ásia Menor.
O azeite de oliva é extraído da azeitona, é o fruto da oliveira, árvore que pode alcançar até 10 metros de altura e que, registros indicam, já era cultivada há mais de 2 mil anos atrás. Diz-se que na Palestina existem árvores com essa idade.
No Egito, o azeite era utilizado em cerimônias religiosas, como remédio e na alimentação. Em Roma, utilizava-se azeite como cosmético, para amaciar a pele e cabelos. Também era usado na iluminação e na lubrificação de ferramentas. No Brasil, foi introduzido pelos portugueses, no século XVI.
O azeite virgem é bom para o coração e evita o aparecimento da artrite reumatóide. A ciência comprovou que o chá das folhas da oliveira dilata as artérias, melhora a circulação sanguínea e baixa a pressão arterial, além de ter propriedades antidiabéticas. É diurético e pode ser utilizado no tratamento de feridas, porque é cicatrizador. Reduz o ‘mau’ colesterol e eleva o ‘bom’ colesterol, fortalece o sistema imunológico e é fonte de antioxidantes que retardam o envelhecimento das células.
Além de ser um alimento muito saudável e estar classificado entre os alimentos considerados funcionais, o azeite retoma a sua importância como aliado das fórmulas de embelezamento. As mulheres egípcias o usavam para embelezamento da pele, porque hidrata e protege contra o ressecamento. Os gregos o usavam em massagens, acreditando no seu poder para aumentar a beleza e a virilidade.
Pode ser utilizado como protetor solar. Se não tivermos o creme apropriado por perto, basta passar uma camada fina de azeite no corpo e teremos proteção contra os raios UV.
O azeite, após ser extraído, tem tempo de vida relativamente curto: 18 meses. Após, ele envelhece. Dificilmente verificamos o período de validade do azeite, mas deve ser consumido dentro do prazo estipulado. Após, perderá suas propriedades.
Para saber se o azeite é de boa qualidade basta verificar seu teor de acidez – quanto menor, melhor. O melhor azeite tem 1% de acidez.
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Fonte de pesquisa: Azeite de Oliva – sabor, estética e saúde. Dr. Marcio Bontempo. Ed. Alaúde. SP.2008.
2 respostas Até agora ↓
Rodrigo Piva // Novembro 11, 2008 às 8:31 pm
Ótimo artigo. Não dispenso um azeite extra-virgem diariamente. Além de tudo é delicioso.
Abraços
jonno // Novembro 11, 2008 às 11:02 pm
Nanda,
Vi hoje uma reportagem sobre o azeite,um pequeno olival no norte de Portugal e das dificuldades do seu negócio.
Há aqui uma boa tradição na olivicultura,bons azeites fabricam-se e são comercializados abundantemente pelo país.
Há muito que diz-se maravilhas deste produto,não sabia como o artigo falou que eram tantas e curiosas.
Talvez nalgumas faça experiências,como protector solar e tratar feridas.
Abraço amiga,
joao